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sábado, 25 de fevereiro de 2012

CIAdeEROS apresenta...

"ERA MAIS UMA VEZ..."
ESTRELANDO...
  • ANDRÉ NOGGERINI de RECRUTA 1 PARA MINISTRO DA ECONOMIA PELA USP...
  • CAROLINA GARCIA de MARIA NINGUÉM PARA ENGENHEIRA DE LEGOS PELA FACENS...

  • GABRIELE PINHO DE SICRANA PARA COMUNICADORA DE MÍDIAS INTERSEXUAIS PELO CEUNSP...

  • JENNIFER NASCIMENTO DE MOCINHA SALMÃO PARA PSICOLOGIA NA UNESP (ASSIS)

  •  JOAQUIM MARQUÊS de TENENTE PARA ATOR "DOADO" PARA UNIVERSIDADE TCHÊ DO SUL... 

  • MAYARA LEITE de MOCINHA CANTANTE PARA PEDAGOGA (SÃO ROQUE)...

  • MATHEUS PEZZOTA DE ALGUÉM DO TEATRO PARA ALGUÉM DA MÚSICA PELA UNESP (SP).

  • THAÍS AMPARO DE MOCINHA AZUL PARA RELAÇÕES INTERSEXUAIS PELA UNIVERSIDADE ANHEMBI MORUMBI (SP)...

    Que a companhia de EROS continue abençoando meus queridos aprendizes de atores do palco e da vida!

    sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

    "NOSSO QUINTAL"


    Tendo a Brasital como cenário, a CIAdeEROS, GRUPO AUTÔNOMOS e mais artistas convidados, recepcionaram os professores da Rede Municipal de Educação de São Roque, ao longo da manhã de segunda-feira (30), para a aula inaugural de 2012.
    Explorando diversos espaços da Brasital, provocando um olhar diferente do cotidiano para esse "quintal" da cidade e com inspiração nos antigos operários da tecelagem, os artistas apresentaram um importante documento imaterial de valor cultural, histórico e cognitivo. Acompanhem nosso roteiro...
    As Espuladeiras
    Ana Claudia, Day Canavesi, Gabriele Pinho, Jennifer Nascimento, Mayara Leite e Thaís Amparo (CiadeEros). Ator convidado: Tom Ravazoli  
    "Desperta, levanta às cinco e fica logo esperta. Se faz bonita, prepara a marmita, pega a sombrinha e vai trabalhar..." (Edson D'Aísa)
    As Tecelãs
    Amanda Sobral e Daniela Oncala (Grupo Autônomos). Atriz convidada: Carolina Villaça

    "É preciso mais de um olhar para tecer um poema..." (Úrsula Avner)
    O Contra-Mestre
    Ator convidado: Lélis Andrade
      "Ele perdia-se em que hora soaria o apito da fábrica
    Sabia sim quantos segundos ele iria durar." (Luís Carlos Oliveira)
    A Linha
    Daniela Campos (CiadeEros)













    "É a sua vida que eu quero bordar na minha..." (Gilberto Gil)







    O Linho
    Matheus Pezzota (CiadeEros)



    "Você a linha e eu o linho, nosso amor..." (Gilberto Gil)












    Sala dos Teares
    Elenco com André Nogerini, Itamar Spira e Renan Martins (CiadeEros)

    Edson D'Aisa e João Bid

    "Lá vou eu aqui de novo. Pra falar do meu quintal. Do berço que embala meu canto, da minha raiz cultural..." (João Bid)
    O evento teve a participação de um dos maiores violeiros do Brasil, o músico e escritor Paulo Freire que, em acordes ou em letras, sempre assumiu o seu papel na divulgação e consolidação da cultura brasileira.
    Paulo Freire convidou o público presente a resgatar suas próprias raízes com o show que teve como tema a sua sétima obra literária, “Jurupari”. 
    Paulo Freire

    O evento foi uma realização da D’aísa Produções Culturais, produtora que tem por princípio, a valorização e manutenção da identidade de nossa comunidade.
    Os figurinos de Marco Lessa do Autônomos e as fotos de Mário Barroso.





    segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

    MOÇÃO DE CONGRATULAÇÕES PARA CIAdeEROS


    A CIAdeEROS através de uma indicação do vereador Rodrigo Nunes de Oliveira, recebeu uma Moção de Congratulações da Câmara Municipal da Estância Turística de São Roque, em razão dos relevantes serviços prestados em favor da Cultura do município.
    Apresento abaixo a íntegra do documento assinado pelo vereador.
    Excelentíssimo Senhor Presidente, 
    O Grupo de Teatro CiadeEros da oficina de teatro da Divisão de Cultura da nossa cidade tem se destacado no cenário regional através de apresentações muito elogiadas pela crítica especializada.
    Recentemente o grupo teatral participou do FESTIVAL LIVRE DE TEATRO DE SOROCABA (FLITS), mostra organizada pela Associação Teatral Sorocabana (ATS) e do 10° FESTIVAL DE TEATRO ESTUDANTIL SESI DE SOROCABA, onde representou São Roque, recebendo ótimas críticas do júri popular, do júri técnico e sagrando-se o grande vencedor deste último.
    No 10° Festival de Teatro Estudantil Sesi Sorocaba a CiadeEros também recebeu os prêmios de Melhor Espetáculo Júri Popular, Melhor Espetáculo Júri Técnico, Ator Coadjuvante: Rodolpho Heinz, Atriz Coadjuvante: Daniela Campos, Figurino: Marcos Lessa, Maquiagem: Gabriele Pinho, além das indicações de Melhor Sonoplastia: Matheus Pezzotta, Melhor Atriz: Gabriele Pinho, Ator Revelação: Renan Martins e Direção: Lisa Camargo. 
    Entre as diversas manifestações artísticas da nossa cidade, o fato acima referido nos dá conta que o teatro vive um momento de grande expressão, desde que apoiada por todas as esferas da Administração Pública, pode ser um importantíssimo instrumento de disseminação de cultura em nosso Município.
    O Teatro pode despertar na plateia a curiosidade necessária para fomentar a aprendizagem e o diálogo necessário à construção do conhecimento, criando nas pessoas uma consciência crítica da realidade, o que é imprescindível para a construção da cidadania.
    Segundo o escritor francês René Huyghe:
    "...a arte tem o poder de mudar, modificar a vida manifestando a nossa cultura e despertando os sentimentos mais variados. Desde sempre, a arte surge como uma constante da atividade humana, participando no mundo dos sentimentos e pensamentos do criador e no contexto sociocultural a que este pertence. Mas sua função essencial, a sua constante, é ser, desde a origem, um meio de expressão do homem".
    É importante lembrar que a CiadeEros, que é dirigida pela competente Lisa Camargo, apesar de apresentar um trabalho maduro, é formada por uma bela safra de jovens talentos, que tem entre 14 e 21 anos de idade, e ensaiam em uma pequena sala nas dependências da Brasital cedida pelo Chefe da Divisão de Cultura do Município, Sr. Rodrigo Boccato.
    Entretanto, muito provavelmente a Cia se desfaça no final deste ano, pois os jovens que escolheram continuar no caminho da arte buscarão espaço em locais que ofereçam melhores condições de trabalho.
    Desta maneira, mais do que homenagear o grupo teatral, devemos cobrar o Chefe do Poder Executivo Municipal, buscando o aprimoramento das políticas públicas que incentivem a formação de mais e mais companhias de teatro, proporcionando condições de que as pessoas possam oferecer o que não tem sido muito valorizado em nosso País: entretenimento cultural.
    Ante o exposto, RODRIGO NUNES DE OLIVEIRA, Vereador da Câmara Municipal da Estância Turística de São Roque, REQUER ao Egrégio Plenário para que faça constar na Ata da presente Sessão, Moção de Congratulações à
    Que da presente seja dada ciência à Diretora da CiadeEros e ao Chefe da Divisão de Cultura do Município.
    Sala de Sessões "Dr. Júlio Arantes de Freitas", 20 de setembro de 2011.  

    quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

    APRESENTAÇÃO DA MORTE DE MANÉ BUFÃO NO NOSTRA-VILLA 11/12/2011

    Declaração do Riso da Terra
    Quando os deuses se encontraram,
    E riram pela primeira vez,
    Eles criaram os planetas, o dia e a noite.
    Quando riram pela segunda vez,
    Criaram as plantas, os bichos e os homens.
    Quando gargalharam pela última vez,
    Eles criaram a alma.
    (De um papiro egípcio) 

    Beatriz Costa - Dona Morte

    Lélis Andrade - Briguella

    Dayane Canavesi - Dona Ragonda
    Nosso público

    Nosso público

    Renan Martins - Mané Bufão

    Ana Claudia Oliveira - Totonha

    ATÉ 2012 EM NOVA TEMPORADA DE

    "A MORTE DE MANÉ BUFÃO"
    com a CIAdeEROS

    terça-feira, 29 de novembro de 2011

    BELA MÚSICA EM VOLUME IDEAL


    Espetáculo: Ditinho Curadô
    Grupo: Grupo Teatral Nativos Terra Rasgada (Sorocaba – SP)
    Boulevard São João, 23 de novembro de 2011.
    Leitura crítica de José Cetra Filho

            Dois anos se passaram desde a apresentação de Zorobe pelo grupo de Sorocaba na Mostra de Teatro de Rua Lino Rojas. Na ocasião apontei alguns problemas na encenação sendo que o principal era certa timidez que envolvia todo o espetáculo, o que me levou a metaforizar que eles tocavam uma bela música em volume muito baixo.
             Fiquei muito feliz em assistir ao novo trabalho do grupo e constatar que aquela timidez transformou-se em ousadia e criatividade, elevando o volume de sua música a um nível ideal.
             Apoiado num texto de João Bid que tem boa estrutura dramatúrgica além de uma história para contar, o grupo realizou um espetáculo gostoso de ver, sem abrir mão de mostrar certas mazelas da sociedade brasileira.
             A história é muito simples: Ditinho, um pobre diabo, mas muito esperto, recebe o dom de se comunicar com os santos e pedir a interferência dos mesmos na resolução dos problemas das pessoas. A partir daí começa a romaria dos necessitados: Mané desempregado, Dirce que tem problema de alagamento no barraco onde mora, um pai cujo filho está muito doente e assim por diante. Ditinho vê aí a oportunidade de tirar algum proveito da situação. Surge então um deputado para fazer uso do prestígio de Ditinho junto ao povo na campanha para eleição do prefeito da cidade. Aos poucos as estratégias e os milagres vão minguando, Ditinho é abandonado por todos e acaba totalmente só. 
           Como se vê o conteúdo da peça é bastante interessante e oportuno para o momento brasileiro; quanto à forma o diretor Tom Ravazoli optou por algo divertido de se ver, bem apropriado para a necessária rápida absorção do público de rua, mas sem abdicar da denúncia social e do amargo final da história. As confusões dos filhos Pedrinho e Rosinha, assim como, as peripécias de Ditinho para falar com os santos rendem boas gargalhadas e fui testemunha do riso aberto de gente simples que assistia à encenação. Outro ponto importante foi o grau de retenção do espetáculo: muita gente chegou após o início, mas pouquíssimos foram embora antes do término.
           Várias pessoas se manifestaram durante a apresentação, entre elas uma senhora simples conclamando a saída do prefeito Kassab e um rapaz (que acabou fazendo um longo discurso após o término da peça) que “cantou” uma espécie de lamento durante o monólogo final de Ditinho. Esses são exemplos contundentes da comunicação do espetáculo com o público a que ele se destina. A encenação estimula essa participação no momento em que coloca os atores no meio do público para questionar as atitudes de Ditinho.
             Por último, mas não menos importante, o trabalho do elenco. Rodrigo Zanetti dá um verdadeiro show na pele do Ditinho e praticamente não sai de cena durante todo o espetáculo: matreiro, ingênuo, humano, solidário, mas também oportunista, Rodrigo consegue mostrar todas essas facetas da personagem de maneira muito apropriada. João Mendes tem um timing excelente de comédia e faz um adorável Pedrinho, o mesmo podendo se dizer de Isabella Felipe como a brejeira Rosinha, que tem um momento delicioso vendendo doces para o público. Stefany Cristiny, que substituiu Carol Campos na apresentação em São Paulo, não parece uma substituta, pois domina muito bem o papel da mãe e de Mariazinha, a menina que vem pedir ao santo para não ir mais à escola. Finalmente, Flavio Melo se encarrega de vários papeis além de tocar alguns instrumentos, seu maior destaque aparece na pele do corrupto deputado. Em resumo, um elenco afiado que soube dar vida ao texto e que demonstra uma evolução bastante apreciável.  Como espectador e amante de teatro, sinto-me feliz e estimulado ao ver o progresso do simpático grupo de Sorocaba. 

    segunda-feira, 21 de novembro de 2011

    PARA DANIELA CAMPOS

    A MORTE DE MANÉ BUFÃO
    Foto: Sérgio Henrique


    Paulo Leminsk         
    "AI DAQUELES..." 
             ai daqueles
    que se amaram sem nenhuma briga
              aqueles que deixaram
    que a mágoa nova
              virasse a chaga antiga

              ai daqueles que se amaram
    sem saber que é amar é pão feito em casa
              e que a pedra só não voa
    porque não quer
              não porque não tem asa


    Obrigada Dani, pela bela composição para a Totonha.
    A CiadeEros te deseja toda sorte em novas criações... 

    quinta-feira, 10 de novembro de 2011

    A MORTE DE MANÉ BUFÃO

    "Considerando o rosto como espelho da alma, sede privilegiada da expressão humana, a máscara, nesse sentido, é um meio de identificação da personalidade, que revela as características interiores." (Amleto Sartori)

    Se o teatro contemporâneo afirma cada vez mais a autonomia criativa do ator e a exploração de novos espaços cênicos, então, essas metas começam a ser perseguidas pela coordenação do trabalho da CiadeEros.
    Encontramos na comédia italiana uma fonte prazerosa de estudos e prática. Recorremos ao uso de máscaras do tipo usado na commedia dell'arte (gênero iniciado no século XVI na Itália), para aprimorar o jogo corporal e vocal e ampliar a capacidade de improvisação dos integrantes da cia.
    Com os auxílios luxuosos de Daniela Oncala que dividiu seus conhecimentos na confecção das máscaras e de Lélis Andrade que trabalhou com o grupo na preparação corporal e divide comigo a direção, o novo trabalho da CiadeEros fará sua estreia amanhã (11) no II Festival de Teatro Estudantil Vasco Barioni, que tem a coordenação de Amanda Sobral.
    O grupo utiliza como texto base A Morte do Mané Bufão, de domínio público, baseado no Auto do Tranca Ruas de Tarso de Castro, que por sua vez, baseia-se no teatro do mamulengo (teatro de bonecos do Pernambuco).
    Portanto, a aproximação com as máscaras italianas que fixa tipos, que é universal, junta-se nessa montagem ao que é provinciano, no sentido de termos trazido para o ambiente caipira uma tradição da cultura nordestina, ou seja, busca-se um resultado inteiramente brasileiro.
    Resumindo: o que se procura, além de um crescimento artístico e pessoal para os integrantes da cia é também uma experiência de apresentação em espaços dos mais variados, desde o tradicional palco à italiana (do qual carece a cidade de São Roque) até os espaços alternativos (do qual é pródiga a cidade de São Roque).
    Com esse trabalho, pretendemos abrir mais um espaço de apresentações na Brasital: uma praça linda atrás da Biblioteca, a qual apelidei de "Praça do Saci", já que tem lá um mosaico lindo dessa figura extraordinária da nossa cultura.
    Mané que dá nome ao espetáculo é o tipo preguiçoso, dono de fantástica prodigalidade na invenção de desculpas para não trabalhar.
    Totonha, mulher de Mané, tão esperta quanto ele, se verá frente a frente com a Morte e colocará em xeque o destino do marido e decidirá o curso dessa estória.
    Sendo a máscara, a principal atenção da pesquisa do grupo, são elas determinantes para toda a movimentação cênica, dadas a partir das máscaras de: Arlequim, Briguela, Capitão, Pantaleão e Ragonda .
    É uma mistura complicada de se entender?..
    Então, assistam a Morte de Mané Bufão e a CiadeEros tentará explicar...Capice?  


    Elenco:

    MANÉ BUFÃO: Renan Martins
    TOTONHA: Daniela Campos
    ARLEQUIM: Beatriz Nascimento
    BRIGUELA: Rodolpho Heinz/Lélis Andrade
    CAPITÃO: Ana Claudia Oliveira
    PANTALEÃO: Itamar Spira
    RAGONDA: Dayane Canavezi


    APOIO: DIVISÃO DE CULTURA DA ESTÂNCIA TURÍSTICA DE SÃO ROQUE



    Agenda:
    Dia 11/11/2011 = Emef Barão de Piratininga às 20 horas
    Dia 13/11/2011 = "Praça do Saci" na Brasital às 18 horas